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quarta-feira, 28 de março de 2012

Matéria de Biologia

Vírus:



São seres acelulares, constituídos por um único tipo de ácidos nucleicos, DNA ou RNA (seu material genético – O DNA dos vírus pode ter fita dupla ou simples – Os outros seres vivos apresentam DNA de fita dupla e RNA de fita simples). Os vírus não têm membrana citoplasmática, citoplasma, nem mesmo organoides responsáveis pelas atividades metabólicas de uma célula. Como não tem metabolismo próprio, os vírus só se reproduzem no interior de células vivas, devido a esse fato, eles são chamados de parasitas intracelulares obrigatórios. Quando estão fora de células vivas, os vírus podem se cristalizar, ficando inativos e retornando a sua atividade quando infectam outra célula viva. A presentam uma cápsula proteica chamada capsídeo que envolve o material genético, os capsídeos são formados por capsômeros, que são a menor unidade que pode ser vista dos vírus, e se faz parte dos capsídeos, logo também é formada por proteínas. O conjunto formado pelo capsídeo e pelo material genético é denominado vírion. Chamamos de vírion quando ele se encontra fora da célula e vírus quando ele se encontra dentro da célula.

Em alguns vírus pode se observar uma espécie de envelope (o envelope é formado por lipídeos aderidos a fosfatos e proteínas, por isso é chamado de fosfolipídico ou lipoproteico – mesma constituição da membrana da célula) ou cápsula lipoproteica, provavelmente derivada das membranas plasmáticas das células infectadas. Os vírus são específicos, isto é cada tipo de vírus só se reproduz dentro de um determinado tipo de célula. Existem vírus que só parasitam vegetais, outros que só parasitam bactérias, e outros que só parasitam células animais, isso acontece, pois os vírus apresentam receptores químicos na membrana do envelope ou no capsídeo e estes os tornam específicos no reconhecimento de células, também específicas.

Citomegalovírus: vírus que possuem DNA e RNA ao mesmo tempo

Motivos para os vírus serem considerados seres vivos:

- possuem material genético

- Geram descendentes

- apresentam membrana fosfolipídicas (alguns)

- todos são constituídos por proteínas

- interagem ativamente com outros seres



Motivos para os vírus serem considerados seres brutos:

-ausência de metabolismo

- acelulares

- replicam-se somente dentro de uma célula parasitada; Parasitas intracelulares obrigatórios.

A ESTRUTURA DOS VÍRUS

DNA-vírus: são os vírus que possuem DNA como material genético. Ex: vírus bacteriófago T4.

RNA-vírus: são os vírus que possuem RNA como material genético, entre os quais se encontram os retrovírus. Ex: vírus da gripe.

OBS.: cada vírus da gripe é envolvido por um envelope lipoproteico que contém oito moléculas de RNA diferentes, envoltas por proteínas do capsídeo. O envelope lipoproteico do vírus é formado por dois tipos de proteína, a hemaglutinina, conhecida como espícula H e a neuroaminidase, conhecida como espícula N. As diferentes espécies de vírus são caracterizadas pelos tipos de espícula N e H que possuem.

Retrovírus: são vírus capazes de produzir uma cópia de DNA à partir do ser RNA (transcrição reversa) na presença de uma enzima chamada transcriptase reversa. Ex: HIV.

O capsídeo do HIV contém duas moléculas idênticas de RNA de cadeia simples e as enzimas transcriptase reversa (capaz de transcrever DNA a partir do RNA) e a integrasse (capaz de integrar o DNA viral no cromossomo da célula hospedeira).O vírus HIV possui envelope.

Príon: é uma proteína responsável por causar o mal da vaca louca em animais e uma série de distúrbios no sistema nervoso humano. Ela tem p boas propriedades também como a de emissão dos prolongamentos dos neurônios, permitindo assim, melhor comunicação entre as células nervosas, Existem dois tipos de príons: o celular que é abundante na superfície dos neurônios saudáveis e o infeccioso, responsável por vários distúrbios no comportamento. O aparecimento pode ocorrer por: hereditariedade, uso de material cirúrgico infectado, ou consumo de carnes infectadas. Nas células nervosas, o príon infeccioso converte a proteína normal na forma causadora de doenças. O acúmulo de moléculas alteradas nos neurônios provoca a morte dessas células, o que pode prejudicar a coordenação motora e até levar a demência.

CICLOS MULTIPLICATIVOS DOS VÍRUS

Ciclo multiplicativo do DNA-vírus

Existem dos tipos de reprodução do DNA vírus, o ciclo lítico (realizado por vírus líticos ou virulentos) e o ciclo lisogênico (realizado por vírus temperados ou moderados).

Ciclo lítico:

1) O vírus reconhece sua célula específica (no caso, bactéria).

2) Devido aos seus receptores químicos específicos o vírus se adere à bactéria e injeta seu material genético (DNA).

3) O DNA viral se conecta ao DNA da bactéria e comanda seu metabolismo.

4) A célula hospedeira produz copias.

5) As cópias rompem a membrana e levam a hospedeira a morte (lise).

Ciclo lisogênico:

1) O vírus reconhece , no meio, a bactéria específica que ele infecta.

2) Ocorre a adesão, por afinidade bioquímica, e após isto a injeção de DNA viral na bactéria.

3) O material genético viral se conecta ao material genético da bactéria.

4) A célula infectada continua a se reproduzir duplicando o seu material junto com o DNA viral.

5) As células filhas passam adiante o DNA viral mas pode a qualquer momento ocorrer a lise.

Ex: verruga que é um monte de célula modificada geneticamente.

OBS.: Vão ser raras as situações que o prófago vai se separar da célula e entrar no ciclo lítico.

RETROVÍRUS

Reprodução do retrovírus:

O vírus da Aids entra na célula hospedeira pela fusão de suas membranas com as membranas plasmáticas da célula hospedeira. A enzima transcriptase reversa do RNA retroviral produz então um provírus de DNA, que entra no núcleo da célula hospedeira, onde transcreve RNA viral. Veja:

1. O HIV liga-se à membrana da célula hospedeira por meio da proteína de membrana.

2. É retirada a capa da região central do vírus assim que esse penetra na célula hospedeira.

3. O RNA do vírus utiliza a transcriptase reversa para fazer o DNA complementar (cDNA).

4. O RNA viral é degradado.

5. A primeira fita de DNA serve de molde para a síntese da segunda fita, originando um DNA de fita dupla.

6. O cDNA entra no núcleo e é integrado no cromossomo hospedeiro, formando um provírus.

7. Sob ativação, o DNA proviral transcreve o RNA viral, que é exortado para o citoplasma.

8. No citoplasma, o RNA viral é traduzido.

9. As proteínas virais, os novos capsídeos e os envelopes são montados.

10. Um vírus montado brota a partir da membrana da célula.

Ciclo Multiplicativo do vírus da gripe (RNA vírus que NÃO é retrovírus).

Os vírus da gripe são envelopados por uma membrana e são levados para o interior da célula hospedeira pelo processo de endocitose. Ao penetrar na célula, há formação de uma vesícula com a membrana da célula hospedeira.

As membranas do vírus e da vesícula se fusionam , ocorre o desmantelamento do capsídeos, liberando o vírion. Veja a sequência do ciclo multiplicativo do vírus:

1. As glicoproteínas virais ligam-se aos receptores nas membranas das células hospedeiras.

2. Os vírus entram na célula por endocitose.

3. As membranas do vírus e de vesícula fusionam-se, liberando o vírion.

4. O RNA viral produz mRNA via uma RNA polimerase que é dependente do RNA viral.

5. O RNA viral produz mais cópias de genomas de RNA viral por meio de dois eventos sucessivos com RNA polimerase.

6. O mRNA viral é traduzido gerando as proteínas virais.

7. O vírion é empacotado.

8. As glicoproteínas do envelope são produzidas no RE do hospedeiro e transportadas para o complexo golgiense.

9. Novos vírus são montados por brotamento.

10. Os vírus são liberados.

REINO PROTISTA

Os protozoários e as algas inferiores

Características gerais:

É um grupo de seres vivos que não se encaixa em nenhum dos outros grupos, mas que apresentam algumas características em comum.

O reino dos protistas é atualmente chamado de polifilético, pois os seus representantes possuem ancestralidade distintas.

Todos os representantes dos grupos são eucariotas, podem ser unicelulares ou pluricelulares, mas não formam tecidos verdadeiros nem órgãos especializados. Seus representantes são genericamente chamados de protozoários e algas.

Classificação

A classificação dos protistas baseia-se em seu tipo de nutrição: protistas heterotróficos, aclorofilados, incapazes de fabricar seu próprio alimento são os protozoários e aqueles que são autotróficos, clorofilados, fotossintetizantes e capazes de fabricar seu próprio alimento são genericamente chamados algas.

Protozoários:

São organismo unicelulares e heterotróficos, logo precisam da matéria orgânica produzida por outros seres vivos para se alimentarem. Apresentam membrana plasmática, citoplasma e núcleo bem organizado dentro da carioteca (como já foi dito sã eucariontes). Alguns protozoários possuem membranas plasmática bastante flexível, o que lhes permite emitir pseudópodes, como ocorre com as amebas. Outros tem a forma bem definida por uma membrana mais consistente como ocorre nos paramécios. Existem alguns que vivem na água doce, salgada, terra úmida e até no interior de outros organismos, como comensais (comensalismo- o protozoário que vive no organismo do cupim, auxiliando-os na digestão da madeira) ou parasitas, mas a maioria é aquática de vida livre. Temos por exemplo a doença Leishmaniose que é causada por um protozoário.

As estruturas de um protozoário (vamos trabalhar a estrutura do paramécio): os paramécios são encontrados em lagos e charcos de água doce. Eles se movimentam agilmente, utilizando os diversos cílios que recobrem a sua membrana. (ver imagem no caderno). Eles possuem um aparelho chamado citóstoma (é a sua boca, local onde entram os nutrientes – a depressão que entra para o citóstoma tem nome de suco oral), após entrar os nutrientes é formado o fagossomo. Possuem também  ribossomos 80 S (síntese de proteínas), retículo endoplasmático rugoso (transporte de material intracelular e síntese de proteínas), macronúcleo (núcleo responsável pelas funções metabólicas- nutrição, síntese de proteínas..., funções da vida vegetativa), micronúcleo (núcleo relacionado com a reprodução sexuada por conjugação), mitocôndrias (respiração celular), retículo endoplasmático liso (transporte de substâncias e síntese de esteroides, condução intra celular de impulsos nervosos nos músculos). Possuem também um aparelho responsável pela excreção, chamado de citoprócto (seria o ânus do protozoário, é o lugar onde ocorre a clasmocitose).

O citóstoma abre em um canal interno chamado citofaringe. Na citofaringe, existem cílios que se movem levando água e alimentos como bactérias, algas microscópicas, levedura, etc. para o interior do citoplasma. Os alimentos são digeridos no vacúolo digestivo e os restos são eliminados através do citoprócto ou citopígeo.

Em cada extremidade da célula, há um vacúolo contrátil ou vacúolo pulsátil cuja função é eliminar o excesso de água do citoplasma, fazendo, portanto, a regulação osmótica do protozoário. Os tricocistos, observados na região mais externa do citoplasma, contêm finíssimos fios enovelados que são disparados quando o protozoário é atacado por outro protozoário.

A classificação dos protozoários:

Os protozoários são classificados de acordo com as suas estruturas de locomoção e a forma de obtenção de alimentos.

* Rizópodas ou Sarcodíneos (amebas)

Seu deslocamento e captura de alimentos são feitos pelos pseudópodes (falsos pés), que são expansões da membrana plasmática flexível. Há espécies desse grupo que possuem vida livre e outras que são parasitas. Ex: Entamoeba coli.

Esse nome foi dado por que o aspecto ramificado dos seus pseudópodes lembra as raízes da plantas.

Doença provocado por um sarcodíneo: amebíase.

* Apicomplexa (apicomplexos, esporozoários, ou sporozoa)

Não apresentam estruturas locomotoras e todas as espécies são parasitas intracelulares. Apesar de não ter necessidade de entrar na célula para reproduzir por ter metabolismo próprio elas fazem isto. Possuem um complexo apical que produz enzimas que digerem a membrana da célula hospedeira além de o formato do complexo já facilitar sua entrada. Ex: Plasmodium ovale.

Tem esse nome exatamente por causa do complexo apical. Podem ser denominados esporozoários por que muitos deles possuem ciclos de vida com estágios nos quais se formam esporos. Podem parasitar aves, mamíferos e invertebrados como insetos e minhocas.

Doenças causadas por esse gripo: toxoplasmose, malária...

* Zoomastigota, flagelados ou mastigofora

Apresentam flagelos (são bem maiores que cílios) com os quais se locomovem e capturam alimentos. Há algumas espécies que possuem vida livre e outras que são parasitas. Ex: Trypanossoma cruzi.

Podem viver em água doce ou salgada, serem livres nadantes ou sésseis, isto é, vivem fixos a um substrato. Os protozoários sésseis apresentam uma espécie de funil em volta do flagelo que auxilia na captura do alimento.

Doenças provocadas por esse grupo: Doença de chagas, Giardíase, Tricomoníase e Leishmaniose.

O protozoário que fica no cupin dito anteriormente corresponde a este grupo.

* Ciliados ou cilióforas

Tem cílios com os quais se locomovem e capturam alimento. A maioria tem vida livre, mas alguns são parasitas e outros são comensais. Ex: Paramécio (de vida livre) e Balantidium coli.

Doença de um ciliado: balantidiose.



* Actinopoda (radiolários e heliozoários)

Apresentam uma cápsula central de sustentação de natureza quitinosa de onde saem os pseudópodes afilados com os quais eles se movimentam e capturam alimentos. Os radiolários são de vida livre, marinhos (participam da formação do plâncton) e os heliozoários são de vida livre e vivem em água doce. Possuem esse nome pro causa dos finíssimos pseudópodes (axópodes) que saem da sua carapaça central quitinosa e lembram raios de sol.

* Foraminifera (foraminíferos)

Apresentam uma carapaça quitinosa ou de carbonato de cálcio toda perfurada de onde saem os pseudópodes finos e delicados, e em maior quantidade do que dos radiolários e heliozoários. São de vida livre e a maioria das espécies se encontra no mar. Podem ser encontrados flutuando nas águas dos oceanos, fazendo parte do plâncton, outros vivem sobre as algas ou sobre os animais.



ALGAS PROTISTAS

As algas são eucariotas, autotróficas e clorofiladas. Os pigmentos fotossintetizantes das algas estão contidos dentro dos plastos. As algas podem ser unicelulares ou pluricelulares, mas não formam verdadeiros tecidos por isso são classificadas como protistas. As algas unicelulares podem viver isoladas ou em colônias.

São utilizadas como alimentos e tem grande importância ecológica pois são responsáveis pela maior quantidade de oxigênio liberado na atmosfera. Cerca de 90 por cento da fotossíntese realizada no planeta é atribuída às algas planctônicas e às cianobactérias. Além disso as macroalgas marinhas, servem de refúgio para uma grande variedade de organismos marinhos.

Muitas algas do tipo alface-do-mar em determinada região, indica excesso de esgoto, por isso são também indicadoras de poluição.

A classificação das algas é de acordo com o tipo de pigmentos que elas apresentam, o tipo de parede celular e o tipo de produto de reserva.

Veja os grupos de algas:

Euglenófitas

As euglenas são algas unicelulares, flageladas, sem parede celular, que vivem principalmente em água doce, mas existem alguns representantes marinhos.

A célula da Euglena, possui o vacúolo contrátil, que elimina o excesso de água que entra por osmose no citoplasma. Ela possui uma organela fotorreceptora denominada estigma ou mancha ocelar, que a torna capaz de reagir aos estímulos luminosos. Apresenta uma nutrição mixotrófica, podendo agir como autótrofa ou heterótrofa, de acordo com as condições ambientais. A sua reprodução é assexuada por divisão binária ou cissiparidade longitudinal. Seu material de reserva é o paramilo e o óleo. Seus pigmentos são a clorofila e o caroteno (são verdes).

Pirrófitas

São chamadas de algas de fogo devido ao fenômeno de bioluminescência que apresentam. São predominantemente marinhas, unicelulares, flageladas e são também conhecidas como dinoflageladas. A maré vermelha é causada por um tipo de dinoflagelada , que produz uma substância tóxica que pode causar a morte de alguns animais marinhos. Sua parede celular é formada por placas de celulose, seu material de reserva é o amido e o óleo e seu pigmentos são as clorofilas, o caroteno, e a xantofila. São vermelhas.

Crisófitas

São também conhecidas como algas douradas ou diatomáceas.  Sua parede celular é formada por pectina e sílica, geralmente em forma de carapaça dupla chamada frústula constituída de duas peças que se encaixam perfeitamente, assemelhando-se a um porta joias. Quando essas algas morrem, suas carapaças depositam-se no fundo do mar originando uma rocha sedimentar conhecida como diatomito. Seus principais pigmentos são a clorofila, o caroteno, e a fucoxantina, e seu material de reserva é o óleo.

As pirrófitas e as crisófitas constituem os principais componentes do fitoplâncton, principais produtores de matéria orgânica dos ecossistemas aquáticos e são responsáveis pela liberação da maior parte de oxigênio para a atmosfera.

As algas verdes, pardas e vermelhas

As algas verdes (clorófitas) constituem o grupo mais diversificado de algas, podendo ser uni ou pluricelulares. É considerado o grupo ancestral das briófitas e das plantas vasculares. Sua reserva é o amido, sua parede celular é composta por pectina e celulose e seus pigmentos são a clorofila, o caroteno e as xantofilas. No interior  dos seus cloroplastos existem pequenas estruturas denominadas pirenoides, responsáveis pela conversão de açúcar em amido para o armazenamento de nutrientes.

As Phaeophyras ou algas pardas tem parede celular de celulose e algina, seu material de reserva é a laminarina e o manitol e seus pigmentos são a clorofila, o caroteno e a fucoxantina. As algas pardas são pluricelulares, predominantemente marinhas. Algumas são gigantescas. São do filo Feófitas.

As Rodophyta são as algas vermelhas. Seus pigmentos são a clorofila, o caroteno, e a fucoxantina, sua parede celular é formada por celulose Carragenina Agar e CaCO3. Seu material de reserva é o amido das florídeas. São pluricelulares, predominantemente marinhas. Sua cor diferenciada é devido ao pigmento vermelho ficoeritrina, além dessas elas ainda possuem a ficocianinas (azuis), carotenoides e clorofila. Essa alga é muito usada em sushis.

Reprodução:

Assexuada: bipartição (mitose)

Sexuada: conjugação:

1 – Dois protistas de mesma espécie se encontram e havendo o devido reconhecimento químico dão início a conjugação;

2 – Os macronúcleos se degeneram, ficando cada célula com um micronúcleo, diploide (2n).

3 – Ocorre meiose e se formam 4 micronúcleos n haploides em cada célula

4 – dos 4 micronúcleos, 3 se degradam e o que resta sofre mitose.

5 – Tem-se início a troca de micronúcleos entre os envolvidos

6 – cada protista passa ater dois micronúcleos n de origens distintas

7 – ocorre a fusão dos micronúcleos formando um micronúcleo diploide.

8 – o macronúcleo se regenera a cada célula vai viver de forma independente até que ocorra a bipartição, a conjugação garante a variabilidade genética.

FUNGOS

São organismos heterotróficos, eucariontes e aclorofilados, que podem viver como parasitas, simbiontes ou saprófagos (fazem decomposição absorvendo nutriente da matéria morta). Os parasitas causam doenças em animais e plantas conhecidas como micoses (sugam nutrientes de organismos vivos). Os saprófagos vivem sobre matéria orgânica em decomposição, da qual obtém seus nutrientes.

São geralmente encontrados em ambientes úmidos e pouco iluminados, crescendo sempre sobre um substrato orgânico que usam como alimento, realizando uma digestão extracorpórea, lançando suas enzimas digestivas sobre esse alimento e depois absorvendo os nutrientes resultantes dessa digestão, logo são organismos heterotróficos com digestão por absorção.

 Os fungos tem uma forma de vida bem diferente dos demais seres vivos, por isso tem um reino próprio.

Alguns fungos estabelecem relações de simbiose com outros organismos e com benefícios para os dois lados. Possuem uma parede celular de quitina, e o seu produto de reserva é o glicogênio como nos animais.

Alguns são unicelulares como a levedura mas a maioria  é pluricelular, apresentando o corpo dividido em: corpo vegetativo e corpo frutífero. O corpo vegetativo é também chamado de micélio, é constituído por conjunto de filamentos emaranhados denominados hifas, que podem ser asseptadas (cenocítica – não dá pra ver a separação de células), ou septadas (dá pra ver a divisão feita pelos septos de quitina, temos  também as hifas septadas dicárias (tem dois núcleo por divisão no septo) . O corpo frutífero é responsável  pela reprodução, possuindo as estruturas responsáveis pela formação de esporos, que são suas células reprodutivas.

Importância dos fungos:

São importantes decompositores,  pois fecham o ciclo biológico da matéria. A decomposição permite que a matéria orgânica desses organismos seja reciclada nos ecossistemas, porém ela estraga alimentos reduzindo o seu valor nutricional. A decomposição, retorna os sais minerais ao solo onde podem novamente ser utilizados pelas plantas e,  logo depois, pelos animais.

Muitos fungos são usados na alimentação humana. O Saccharomyces cerevisae é um exemplo, pois executam a fermentação alcoólica, processo anaeróbico de obtenção de energia, onde utilizam glicose, produzindo álcool etílico e liberando gás carbônico, é assim que se produz as bebidas alcoólicas e ajuda a crescer o pão. São importantes também na produção de etanol (libera uma menor quantidade de gás carbônico contribuindo com o planeta) que é o combustível muito utilizado em veículos.

Outros fungos como o Penicillium sabor e aroma característico em alguns tipos de queijo, esse fungo também produz antibióticos como a penicilina.  Esse produz também a ciclosporina que inibe as reações aos órgãos transplantados. Alguns fungos devido sua facilidade em degradar substâncias são utilizados em programas de limpeza do meio ambiente como o fungo da podridão branca, que decompõem madeira e degrada compostos orgânicos tóxicos. Outros produzem substâncias químicas que ajudam a controlar muitas pragas.

Os fungos por outro lado, podem agir como parasitas causando as micoses, entre ela destacamos o sapinho (candidíase), e a blastomicose e entre as fitomicoses que são pragas de agricultura, podemos citar a vassoura-de-bruxa.

Existem também os fungos que são venenosos produzindo toxinas poderosas que podem causar a morte, temos como exemplo os cogumelos do gênero amanita.

A ingestão de alimentos infectados por fungo pode ser fatal.

Alguns fungos produzem drogas alucinógenas. Existem fungos que produzem substâncias tóxicas.

Micorrizas e liquens

Muitas espécies de fungos vivem relações mutualísticas com outros seres vivos, nas quais ambos se beneficiam estabelecendo uma interdependência. Alguns associam-se a raízes de plantas formando as Micorrizas. Nesse tipo de relação, as hifas do fungo absorvem água do solo e decompõem a matéria orgânica fornecendo mais nutrientes minerais para as plantas que, aproveitando esses minerais desenvolvem-se mais sadias. As plantas, por sua vez executam a fotossíntese e fornecem para os fungos matéria orgânica como açúcares e aminoácidos que eles usam como alimento.

Outros fungos se associam a algas verdes ou a cianobactérias, formando os liquens. Nesse caso, as algas ou as cianobactérias, sendo autotróficas, produzem alimento para o fungo e, no caso de algumas cianobactérias que são fixadoras de nitrogênio, fornecem esse elemento importante para a formação de aminoácidos e bases nitrogenadas para o fungo. Já as hifas do fungo envolvem as algas oferecendo proteção além de absorverem sais minerais e água necessários para ambos. Por isso os líquens podem se desenvolver em locais secos como as rochas nuas. Os líquens servem de indicadores de poluição, por ser sensíveis aos gases que causam a poluição. Portanto um tronco de árvores coberto de líquens é sinal de que o ar não está poluído. Apresentam uma forma típica de reprodução assexuada através de sorédios, pequenos fragmentos do líquen contendo algumas hifas e algumas células de algas, que são levados pelo vento dispersando-se e originando novos líquens. Eles produzem ácidos liquênicos que corroem a rocha permitindo a formação de rachaduras e fendas e possibilitando a maior retenção de água por elas.

Existem alguns fungos predadores que desenvolveram alguns mecanismos para capturar animais.

Reprodução dos fungos:

A maioria dos fungos possui tanto reprodução sexuada quanto assexuada.

Quitridiomicetos (chytridiomycota):

- reprodução sexuada e assexuada

- são fungos que possuem coo característica mais marcante o esporo flagelado chamado zoósporo.



Zigomicetos:

- reprodução sexuada e assexuadamente

- são fungos de hifas cenocíticas que formam zigoto na reprodução sexuada.

Reprodução sexuada dos Zigomicetos:

1 –  2 esporos haploides caem no solo, e se encontrarem ambiente favorável irão seguir o processo descrito abaixo.

2 – Encontrando ambiente favorável (lugares como tomate, esterco...) vão germinar e gerar uma hifa haploide.

3 – Hifas vão aumentar em número e gerar o micélio.

4 – Os dois vão chegar perto e gerar células protuberantes.

5 – As células protuberantes vão se fundir e virar uma só de nome zigoto.

6 – O zigoto sofre mitose e gera estrutura pluricelular que é uma haste com esfera e cheia de células 2n na ponta chamada de esporângio, que continua grudado nos pais.

7 – Ocorre meioses nas células 2n e cada célula gera células n (que são os esporos).

8 – Os esporos são lançados no ar e o ciclo recomeça.

Basidiomicetos

- reproduzem sexuada e assexuadamente

- são fungos que na reprodução sexuada produzem basidiocarpos para eliminação de esporos

1 – Dois esporos caem e sofrem germinação.

2 – A hifas septadas haploides que se formaram vão se fundir (plasmogamia) e formar hifa septada dicária (n + n)

3 – As hifas septadas vão dar origem a uma estrutura reprodutiva denominada corpo de frutificação

4 – Posteriormente no corpo de frutificação, ocorre a fusão de dois núcleos (cariogamia) da parte mais externa na hifa, originando um núcleo diploide (zigoto).

5 – O zigoto sofre meiose formando esporos haploides.

6 – Os basidiósporos se expõem, e os esporos haploides formados descem e caem para o meio. O ciclo se recomeça.

Ascomicetos

Caracterizam-se por formar, no ciclo de reprodução sexuada, estruturas especiais em forma de saco, os ascos (bolsas com oito esporos), de onde provem o nome do grupo. No interior dos ascos formam-se esporos sexuais denominados ascósporos.

(Obs.: alguns fungos apesar de serem geneticamente iguais aos ascomicetos, não possuem os ascos, logo os esporos ficam soltos).

O exemplo talvez mais conhecido é o Saccharomyces Cerevisae , esse organismo normalmente se apresenta na forma unicelular mas se faltarem nutrientes no meio, ele pode produzir um micélio.

Reprodução sexuada do ascomiceto:

1 – 2 esporos haploides caem no sobsolo.

2 – Os esporos germinam por meio de mitose, e ocorre a formação de uma hifa septada pra cada esporo (separação de quitina).

3 – As hifas formam mais hifas e o conjunto é chamado de micélio, uma hifa se funde na outra, formando dessa forma uma hifa dicária.

4 – A hifa septada dicária vai desenvolver outro micélio, formando um corpo de frutificação (ascocarpo). As hifas septadas dicárias, que estão formando o corpo de frutificação, vão fundir os núcleo do septo mais externo, formando assim um núcleo diploide.

5 – Esse núcleo diploide vai sofrer meiose e se dividir em 4 células.

6 – Após sofrer meiose, cada célula n vai sofrer mitose, gerando assim 8 células esporos (chamados aqui de ascósporos pois se encontram dentro de um asco).

Classificação dos fungos:

Já foram apresentadas as reproduções de cada grupo de fungo acima, agora vamos ver mais um pouco sobre cada grupo.

Chytridiomicetos: sua parede celular é de quitina, seu produto de reserva é o glicogênio (igual ao dos outros fungos). São predominantemente aquáticas e se caracterizam por serem os únicos fungos que possuem flagelos em suas célula reprodutoras tanto assexuadas como os esporos (chamados por isso mesmo de zoósporos) quanto sexuada como os gametas. Quase todas são cenocíticas (hifas asseptadas), mas algumas são unicelulares simples, não desenvolvendo micélio. Algumas possuem rizoides muito finos que penetram no substrato, servindo de âncora para sua fixação.  Algumas espécies são parasitas de protozoários, algas, lavas de mosquito e nematódeos, outras espécies são parasitas de plantas, causando doenças e prejudicando a agricultura.

Zigomicetos: normalmente vivem no solo, em cima de restos de animais e vegetais. O fungo que causa bolor no pão em frutas e vegetais (Rhizopus) faz parte desse grupo. A característica que da nome a esse grupo é a formação de esporos sexuados bastante resistentes chamados zigósporos, que se desenvolvem dentro de estruturas de paredes espessas denominadas zigosporângios.

Ascomicetos: principal característica é a produção de esporos sexuados dentro de sacos chamados ascos. Ascos e ascósporos são estruturas exclusivas dos ascomicetos que os distinguem de todos ou outros fungos. Alguns são unicelulares mas a maioria é pluricelular. O Penicillium é um ascomiceto. Ex de ascomicetos comestíveis: Tuber, Morchella esculenta...

O Neurospora crassa é muito utilizado em pesquisas científicas.

Basidiomicetos: são os fungos mais desenvolvidos e evoluídos, representado pelos cogumelos,( tanto os comestíveis quanto os venenosos), as orelhas de pau além dos fitopatogênicos causadores das ferrugens e os carvões em plantas. Possuem hifas septadas mono ou dicarióticas e esporos sexuados do tipo basidiósporos, produzidos na extremidade dos esporângios especiais denominados basídios, geralmente agrupados em basidiomas dilatados, corpos de frutificação também denominados píleos, os populares “chapéus” dos cogumelos. Podem ser encontrados nos troncos das árvores, solos úmidos, sobre as plantas e oitras matérias orgânicas.

REINO MONERA

As bactérias são seres unicelulares que se reproduzem assexuadamente por divisão celular, de uma forma muito rápida, e possuem metabolismo próprio.

 Os organismos do reino monera são procariontes, os únicos organoides que ela apresenta em seu citoplasma são os ribossomos.

As bactérias, atualmente são classificadas em dois grupos: as Arqueas (arqueobactérias) e as bactérias (eubactérias).

As diferenças entre as Arqueas e as Bactérias encontram-se no material genético e na parede celular que envolve esses microrganismos. As Arqueas não apresentam em sua parede uma substância chamada peptidoglicano, material típico da parede bacteriana. Além disso, o material genético das Arqueas é  mais semelhante ao dos organismos eucariontes, na sequência codificada e na ação dos genes, do que o das bactérias.

As arqueobactérias

Elas vivem em ambientes em condições extremas, onde nenhum outro ser vivo conseguiria sobreviver. Veja:

Termófilas: vivem em fontes termais com temperaturas entre 45 e 75 graus.

Halófitas: habitam águas com muito sal mineral, como as do Mar Morto.

  Metanogênicas: vivem em pântanos onde produzem metano por meio de fermentação. São encontradas também no intestino de animais herbívoros, contribuindo para as suas flatulências ricas em metano.

Acidófilas: vivem em ambientes extremamente ácidos.

Criófilas: vivem em ambientes extremamente frios.

Importância das arqueobactérias: esse grupo deve ter originado os eucariontes. Elas vivem em estações de tratamento de esgoto onde degradam materiais tóxicos, e no tubo digestivo de algumas espécies de insetos e vertebrados herbívoros, onde produzem o gás metano, como resultado da digestão da celulose. Essa capacidade de produzir metano através de gás carbônico e hidrogênio resultou na formação das reservas de gás natural que conhecemos e utilizamos como fonte de energia alternativa. Algumas agem como fixadoras de nitrogênio no solo, aumentando a fertilidade dos mesmos. A arqueobactérias Termófilas por exemplo, são utilizadas em várias indústrias.

Eubactérias

São cosmopolitas (encontradas em vários tipos de ambientes).

Estrutura das eubactérias:

Não apresentam carioteca, o seu DNA é circular e encontra-se disperso no citoplasma em uma região chamada de nucleoide. Disperso no citoplasma, podemos encontrar também fragmentos circulares de DNA, denominados plasmídeos, que contém alguns genes que podem se duplicar de forma independente do DNA bacteriano. Alguns plasmídeos possuem genes responsáveis pela destruição de substâncias tóxicas para bactérias, como antibiótico e sulfas.

Revestindo a membrana plasmática, que é de constituição lipoproteica, existe uma parede celular constituída de peptideoglicano ou mureína, macromoléculas compostas de açúcares associados e aminoácidos, que lhe confere grande resistência. Algumas bactérias apresentam uma cápsula interna de glicoproteínas, proporcionando a elas grande resistência. Esses componentes são produzidos dentro da célula e lançados pra fora da célula, onde se prendem a parede celular.

 No citoplasma não há organoides revestidos por membrana nem citoesqueleto. Apresentam ribossomos e uma estrutura membranosa denominada mesossoma, resultado da invaginação da membrana plasmática, onde se encontram as enzimas respiratórias e onde se liga o DNA bacteriano, ponto de partida para de sua duplicação para a reprodução bacteriana.

Algumas bactérias têm flagelos ocos constituídos por uma proteína chamada flagelina. Outras apresentam fímbrias que são estruturas menores e mais numerosas do que os flagelos e estão relacionados com a adesão das bactérias a uma superfície de contato ou com a reprodução sexuada por conjugação (pelos sexuais).

As formas das bactérias:

Elas são unicelulares mas podem formar colônias, em que uma mantém-se ligada a outra mais são organismos distintos.

As formas são:

Cocos: forma esférica / Dois cocos: diplococos / Oito cocos formando um cubo: sarcina / Cocos alinhados tipos colares: estreptococos / Em forma de cacho de uva: estafilococos.

Bacilos: forma de bastonete /  Dois bacilos: diplobacilos / Alinhados: estreptobacilos /

Espirilos: forma espirada

Vibriões: forma de vírgula.

Algumas bactérias são capazes de produzir os esporos, que são formas de resistência quando as condições ambientais, tornam-se desfavoráveis. São capazes de formar esporos resistentes à dessecação, ao calor e aos agentes químicos.

Os esporos são formados no interior da célula bacteriana, por isso são chamados endósporos e são constituídos por uma membrana que envolve o DNA bacteriano e uma série de enzimas. Quando ocorre a morte da bactéria, os esporos são liberados e podem viver em vida latente durante muito tempo até que as condições ambientais se tornem favoráveis.

Fisiologia das bactérias:

Nutrição das bactérias:

  As bactérias parasitas obtêm alimentos a partir de tecidos corporais de outros seres vivos e em geral, causam doença. As bactérias parasitas, são minoria, logo a maioria obtém seu alimento de seres que já morreram ou produzem seu próprio alimento.

De acordo com a forma de nutrição as bactérias são classificadas em:

Bactérias fotoautotróficas: produzem matéria orgânica (alimento) utilizando como fonte de carbono o gás carbônico e como fonte de energia a luz solar. Esse processo pode ocorrer de duas formas:

1 – Nas bactérias proclorófitas(possui clorofila a e b igual nos vegetais e algas)e nas cianobactérias (possui clorofila a) as moléculas de gás carbônico, reagem com moléculas de água e produz glicídios e gás oxigênio em presença de luz.

2 – As sulfobactérias realizam a fotossíntese combinando o gás carbônico  com gás sulfídrico, produzindo glicídios, enxofre e água em presença de luz.

Bactérias foto-heterotróficas: são anaeróbias ou seja, vivem na ausência de oxigênio. Utilizam a luz como fonte de energia, porém não fazem fotossíntese. Utilizam substâncias como álcoois, ácidos graxos e glicídios que absorvem do meio ambiente como fonte de carbono para a produção de seus componentes orgânicos.

Bactérias quimioautotróficas: utilizam oxidações de compostos inorgânicos como fonte de energia para a síntese de matéria orgânica. A partir de gás carbônico e átomos de hidrogênio, provenientes de substâncias diversas, elas produzem os seus componentes orgânicos, na ausência de luz.

Bactérias quimio-heterotróficas:  são incapazes de produzir matéria orgânica. Elas se alimentam da matéria orgânica de outros seres vivos ou mortos para obter energia e os átomos de carbono de que necessitam. São saprofágicas (decompositoras)e parasitas (obtém o necessário para a sua nutrição através de seres ainda vivos). Logo obtém seus alimentos através de oxidação de compostos orgânicos e sua fonte de carbono são também os compostos orgânicos. Esse grupo representa a maioria das bactérias.



Respiração das bactérias:

- Aeróbicas: aquelas que necessitam de oxigênio para degradar glicose em ATP. Seu rendimento é de 36 ATP´s por glicose.

- Anaeróbicas facultativas: aquelas que podem ou não utilizar o oxigênio em seu metabolismo energético. Assim têm rendimento de 2 ATP´s (sem oxigênio) e 36 ATP´s (com oxigênio).

- Anaeróbicas estritas: aquelas que não podem viver com oxigênio – letal para elas – e fazem fermentação rendendo 2 ATP´s por glicose. No lugar de oxigênio, utilizam um outro composto inorgânico como sulfatos ou nitratos.

Reprodução das bactérias:

1 – Divisão binária, fissão binária ou cissiparidade (assexuada – todas as bactérias podem se reproduzir assim): o DNA bacteriano de duplica e o citoplasma se divide, originando indivíduos exatamente iguais à bactéria mãe.

2 – Reproduções sexuadas: ocorre o recebimento, doação ou compartilhamento de DNA, isso permite a variabilidade genética das bactérias, produzindo novos grupos.

- Transdução (ciclo lisogênico viral): Um vírus injeta seu material genético, na bactéria, que vai unir o material genético do vírus com o seu e ao se reproduzir suas filhas vão ter DNA do vírus e da mãe.

- Transformação (absorção de material genético no meio de outra bactéria): uma bactéria morre e deixa seu material genético no meio, uma outra bactéria ao passar, acaba absorvendo esse material genético que passa a fazer parte do ser, e ao sofrer divisão binário, as filhas vão ter o DNA que a mão pegou da morte, e o DNA da mãe.

- Conjugação: Duas bactérias de material genético diferente, vão se encontrar. Uma vai doar um pedaço de seu material genético para a outra que vai incorpora-lo ao seu  e ao reproduzir vai gerar filhas com o material genético da mãe e da outra bactéria doadora. (bactéria macho e fêmea).

A importância das bactérias

- Várias são utilizadas nas indústrias de alimentos (queijos, iogurte, requeijão – lactobacilos) .

- São utilizadas nas estações de tratamento de esgoto como decompositoras da matéria orgânica.

- Podem ser modificadas com genes humanos, produzindo medicamentos com a insulina, substância essencial no tratamento dos diabéticos, e hormônios de crescimento.

- As decompositoras atuam na eliminação da matéria orgânica morta.

- Agem como fixadoras de nitrogênio aumentando a fertilidade do solo.

- Há bactérias que associam com animais, possibilitando sua digestão de celulose.

- Porém há uma minoria que causa doença nos seres vivos.

Outros tipos de bactérias:

Micoplasmas: não tem parede celular, são pequenas em relação às outras.

Mixobactérias: podem ser predadoras de outras bactérias. Algumas se alimentam de matéria orgânica em decomposição, vivendo no esterco. Elas liberam um muco com enzimas capazes de matar outras bactérias.

Actinomicetos: produz um tipo de antibiótico. São encontradas decompondo a matéria orgânica do solo.

Clamídeas e rickéttsias: são parasitas intracelulares obrigatórias, logo todas causam doenças. Fazem esporos de resistência, o que lhes permite disseminação pelo ar, podendo infectar por exemplo os olhos.
Por: Lívia Lemos




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